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Pesquisa

Medicina do Trabalho

Obesidade Infantil Continua a Crescer em Portugal

2009-11-03 22:46

Portugal, os Estados Unidos e Malta so os trs pases, de um conjunto de 41 analisados por um estudo da Organizao Mundial de Sade (OMS), onde as crianas com 11 anos revelam maior excesso de peso.

A obesidade, com a dimenso que atingiu em todo o mundo, j um problema de sade pblica, sendo considerada por muitos como uma forma de m nutrio prpria dos pases desenvolvidos. Tornou-se um verdadeiro problema de peso para as sociedades ocidentais. Acarretando custos demasiado elevados quer no que se refere s vidas humanas e sua qualidade de vida, quer no que se refere aos recursos financeiros.

De acordo com a OMS, a obesidade uma doena em que o excesso de gordura corporal afecta a sade. uma doena crnica, que evolui ao longo dos anos e influenciada por factores genticos, mas sobretudo ambientais e scio-culturais. De tal forma que, s na Europa, 1 em cada 3 adultos tem excesso de peso e 1 em cada 4 obeso. E o fenmeno no poupa as crianas, antes pelo contrrio: estima-se que mais de 30% das crianas dos 7 aos 9 anos sofra de pr-obesidade e/ou obesidade.

Na verdade, vrios estudos tm vindo a mostrar um quadro negativo para Portugal, com mais de metade dos habitantes a ter quilos a mais. Os nmeros so confirmados pela observao: todos os dias nos cruzamos com pessoas e crianas com excesso de peso.

Os rapazes portugueses entre os 6 e os 10 anos tm maior prevalncia de excesso de peso do que as raparigas, em especial nos Aores, zona do pas que regista nveis mais elevados de pr-obesidade. Este um dos dados dos resultados nacionais do estudo COSI (Childhood Obesity Surveillance Initiative), da OMS, realizado pelos nutricionistas Joo Breda e Ana Rito.

A coordenao do Childhood Obesity Surveillance Initiative, o primeiro sistema europeu de vigilncia nutricional infantil, est a ser feita por Portugal e inquiriu mais de 200 mil crianas e jovens com 11, 13 e 15 anos. S no nosso pas, o COSI-Portugal avaliou 3847 crianas do 1 ciclo do ensino bsico de 185 escolas, pelo que, segundo a nutricionista Ana Rito, constitui uma amostra nacional representativa.

Na opinio da nutricionista, a implementao deste sistema de vigilncia - "simples, padronizado, harmonizado e sustentvel" - uma medida importante para corrigir as lacunas em obter informao sobre o estado nutricional e os instrumentos de avaliao e monitorizao da prevalncia de obesidade em crianas, permitindo tambm identificar grupos em risco e avaliar o impacto de intervenes de preveno da obesidade no mbito escolar.

O sistema de vigilncia tem como principal objectivo a criao de uma rede de informao sistemtica, comparvel entre os pases da Europa, sobre as caractersticas do estado nutricional infantil de crianas dos 06 aos 10 anos. No primeiro ano de avaliao (2008/2009) participaram 13 pases dos 22 que integram esta iniciativa.

Em Portugal, este projecto foi articulado com as administraes regionais de sade do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Algarve e Alentejo e com as direces regionais de sade dos Aores e da Madeira.

A prevalncia de pr-obesidade foi de 18,1% e de obesidade de 13,9%, o que, explicou Ana Rito, soma uma prevalncia de 32% de excesso de peso. O excesso de peso foi maior nos rapazes (32,9%) do que nas raparigas (31,0%).

Embora no tenham sido produzidos dados de amostras regionais representativas, o estudo revela que a regio que mostrou maior prevalncia de pr-obesidade e obesidade foi a dos Aores (21,7% para os rapazes e 20,7% para as raparigas). Em oposio, a regio que mostrou menor prevalncia de pr-obesidade e obesidade foi o Algarve (10,7% rapazes e 6,8% raparigas).

A obesidade no uma doena crnica como as outras. uma doena crnica que abre caminho a um vasto conjunto de riscos para a sade, potenciando o aparecimento, desenvolvimento e agravamento de outras doenas.  E as consequncias do excesso de peso e da obesidade vo muito para alm da sade do corpo, tendo repercusses negativas a nvel psicolgico e dos relacionamentos sociais: a discriminao educativa e social, que uma realidade a ter em conta e que pode conduzir ao isolamento, perda de auto-estima e depresso das nossas crianas e jovens.

Daqui sobressai uma concluso: preciso agir! Os riscos so reais e potencialmente graves, mas possvel combater o excesso de peso e a obesidade. E nesse combate a arma principal a modificao de comportamentos.

"Um dos nossos objectivos incluir a participao dos chefes de cozinha para criar um tipo de alimentao prtica e saudvel' explica Ana Rito. Mas a famlia tem de ajudar. "Mudar hbitos alimentares em crianas no difcil, e mais fcil nas escolas, porque em grupo eles comem o que virem os outros comer. Mas h muito pior que as refeies escolares. Os snacks, que tm muita gordura e acar, esto por todo o lado. Portanto, urgente fazer com que a criana aprenda a gostar de uma refeio mais saudvel."

Deixamos algumas ideias para colocar em prtica:

Nunca mande os seus filhos para a escola sem pequeno-almoo.
Use legumes congelados e salada: no do trabalho nenhum a preparar.
Faa sopa ao fim-de-semana e congele.
Oferea cordas de saltar s crianas.
Sacrifique uma parede e pendure um cesto de basquete.
Ponha msica e dancem todos juntos.



 
Lembre-se: para evitar que as nossas crianas se tornem num tamanho XXXL fundamental uma alimentao equilibrada e muito exerccio fsico!