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Pesquisa

Medicina do Trabalho

Velhos?!... Velhos são os trapos!...

2015-11-16 15:10

O número de trabalhadores mais “velhos” é cada vez maior entre a população ativa. Uma vez que as pessoas têm uma vida profissional ativa mais prolongada, a gestão da Segurança e Saúde no Trabalho, no domínio do envelhecimento da população ativa, passou a ser uma prioridade.

Aumentar os níveis de emprego e prolongar a vida ativa das pessoas constituem objetivos importantes das políticas nacionais e europeias desde o final da década de 1990.

O objetivo em matéria de emprego da Estratégia Europa 2020, de aumentar a taxa de emprego da população com idades compreendidas entre 20 e 64 anos para 75%, significa que os cidadãos europeus terão uma vida profissional ativa mais prolongada.

Temos que ter em conta que o declínio relacionado com a idade afeta principalmente as capacidades físicas e sensoriais, que são relevantes, sobretudo, para o trabalho físico pesado.

Ninguém pretende que cada um de nós seja um Einstein!...

A passagem de uma indústria extrativa e transformadora para uma indústria de serviços e baseada no conhecimento, bem como a crescente automatização e mecanização das tarefas e utilização de equipamento movido a energia, reduziram a necessidade de um trabalho físico pesado. 

Neste novo contexto, cada vez mais são valorizadas várias capacidades e aptidões associadas às pessoas mais velhas, como por exemplo, facilidade de relacionamento, bom atendimento e noção da qualidade. 

Além disso, muitas das mudanças nas aptidões funcionais relacionadas com a idade têm mais peso em algumas atividades profissionais do que outras. 

Por exemplo, as alterações no equilíbrio têm repercussões para bombeiros e pessoal de salvamento que trabalham em condições extremas, que utilizam equipamento pesado e precisam de elevar e transportar pessoas; uma diminuição da capacidade de avaliar as distâncias e a velocidade de objetos em movimento tem repercussões para a condução noturna, mas não afeta trabalhadores de escritório, por exemplo.

Não podemos esquecer que os trabalhadores idosos não são um grupo homogéneo; podem existir diferenças consideráveis entre indivíduos da mesma idade. E, daí, aplicarmos muitas vezes a bela e prezada expressão “velhos são os trapos!”.